Primeiros momentos – com palavras, maravilha
Quando saí da cama esta manhã, senti um arrepio devido ao ar de outono que fluía pelo quarto desde ontem à noite. O ar estava resfriado à meia-noite e logo seria aquecido pelo sol nascente que se erguia sobre as colinas. As estações estão mudando. Eu posso sentir isso.
Abri a janela e olhei para o céu branco do horizonte; o céu branco era tão intenso que levei alguns momentos para perceber os azuis fracos que já estavam acima de mim e se estendiam pela maior parte do resto do céu. Adoro esta época do ano, quando acordo mais perto do nascer do sol agora que acontece um pouco mais tarde pela manhã. A luz do sol iluminava as folhas enferrujadas nas pontas de uma árvore lá fora, uma árvore ainda verde em seu núcleo, mas, como todas as árvores, começando a mudar à medida que o verão se torna outono.
Pensei nos primeiros momentos do dia. Senti uma grande alegria ao olhar pela janela pela primeira vez esta manhã, a mesma alegria que sinto cada vez que vejo o sol nascer. Eu me diverti observando as imagens, sentimentos e sons dos primeiros momentos do dia – de ver o nascer do sol, sentir o frio no ar e ouvir o som da água fervente saindo da chaleira para minha xícara de chá favorita, de sentir o calor do chá enquanto colocava minhas mãos em torno da xícara aconchegante, de aproveitar toda a luz que entrava pelas janelas, de apreciar o quão verdes as colinas são a esta hora da manhã.
A cada passo, iluminado pela luz do dia, pensando em como cada dia é novo, me sentia cada vez mais preparado para o dia seguinte.






