“é uma escolha ética ser gentil” – Balances

“é uma escolha ética ser gentil” – Balances


À força de ser repetida, esta musiquinha desvalorizou a figura do mocinho, em favor da figura do cínico, do estrategista, do durão, do “durão” como agora descrevemos com admiração aqueles que não hesitam em usar a força para atingir seus fins. Como prova, nosso fascínio coletivo por personagens vilões em obras de ficção. Assassinos em série, monstros sem escrúpulos e bilionários sem alma saturam séries, filmes, romances. Adoramos odiá-los, temos prazer em dissecar a sua crueldade. Ao lado disso, os mocinhos parecem tristemente enfadonhos, até mesmo desinteressantes. Resultado: a própria palavra gentileza quase desapareceu do nosso vocabulário. “Estou impressionado com este apagamento”, enfatiza Laurence Devillairs. É confundido com fraqueza. Porém, é uma força e constitui até a maior coragem. Não somos gentis porque não temos escolha ou porque seríamos incapazes de fazer o contrário. É o oposto: é uma escolha ética ser gentil. »

“A força da bondade”, Le Nouvel Obs #3174, 17/07/2025, p. 14



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